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É milenária a origem das comemorações do dia 1 de Novembro, designado pela Igreja Católica como o “Dia de Todos os Santos”.
Ainda hoje em muitas localidades com maior incidência nas aldeias de Portugal, é um hábito do povo, comemorar de uma forma curiosa e genuína este dia feriado.
Na tradição popular o dia de Todos os Santos é conhecido pelo “Dia do Bolinho” ou “Pão de Deus” conforme os usos e costumes de região para região.
Logo pela manhã, as crianças em pequenos grupos com as suas saquinhas de pano, andam de porta em porta por ruas e vielas, repetindo co entusiasmo e alegria o tradicional pregão “Ó tia! Dá bolinho?”. É interessante saber-se que, principalmente nos meios rurais, há pessoas que levam muito a rigor esta tradição e dedicam-se à confecção de bolinhos aos quais adicionam à sua massa, a noz, as passas de uva e o pinhão (frutos secos da época) para que neste dia, possas presentear os seus familiares, amigos e todas as crianças que alegremente vã batendo a todas as portas.
Todavia, o dia de Todos os Santos, encerra em si um outro significado. Para os católicos no dia 1 de Novembro é hábito a ida ao cemitério e aí depositarem flores nas campas dos seus familiares e amigos, já que no dia 2 de Novembro é o dia de Finados e desta forma desejam prestar-lhes a sua homenagem com saudade.
Há cerca de 2 mil anos na região actual da Irlanda, Reino Unido e França, os celtas comemoravam o ano novo no dia 1 de Novembro.
Estes hábitos têm uma reminiscência que se reporta às origens do Halloween, (véspera do dia de Todos os Santos), uma das festas mais populares da América. Para os celtas era o fim do Verão e o inicio do Outona, a altura das colheitas, avizinhando-se o Inverno que trazia a escuridão com dias frios e de tempestades e consequentemente muitas mortes. Por esta razão, os sacerdotes Druidas instituíram o dia 31 de Outubro como o “Samhain” ou o “Dia das Almas”, que celebrava a abertura da passagem entre a vida e a morte e onde reinava o espirito duma prática fantasmagórica imbuída pela crença céltica.
A influência do Cristianismo espalhou-se pelas terras celtas e no inicio do século VII, o Papa Bonifácio IV designou o dia 1 de Novembro como o dia de “Todos os Santos” e consequentemente a noite de 31 de Outubro passou a ser chamada de “Noite de Todos os Santos” e assim se alterou um panorama que a Igreja Católica considerava de cariz profano.
É neste dia 1 de Novembro que a Igreja Católica celebra e dedica este dia a todos os Santos e Mártires que existiram em todo o Mundo, atribuindo-lhe um cariz simbólico e altamente religioso.




A azeitona, fruto das oliveiras, árvore predominante mediterrânica pode chegar até aos 1000 anos. Desde a minha infância com os meus pais, agora com os meus filhos, geração em geração, é por esta altura que se inicia a colheita dos bagos de azeitona. Depois da colheita vem o processo efectuado no lagar, pelo qual se anseia pela melhor qualidade e quantidade deste ouro, produto utilizado por muitas gerações longinquas como alimento, medicamento, carburante. É com muito trabalho e vontade de manter a tradição de manter a cultura da colheita da azeitona que todos os anos me disponho a essa tarefa, também de poder saboreá-lo.