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AGOSTO 2009

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Mês do calor e das férias!

Recordo os serões de Agosto no meu Alentejo, concretamente Montemor-o-Novo. Da velha expressão popular “luar de Agosto bate-lhe no rosto”.

As brincadeiras no Largo das Palmeiras, ao pinga, aos cowboys, às escondidas, ao funcho, etc, entre o Largo das Palmeiras, onde eu e a minha falecida irmã, a “ETA”morávamos, em casa dos meus avós paternos, já que os maternos nunca vivemos com eles (que saudades tenho de todos eles), e o Largo Serpa Pinto, ou dos Combatentes.

Depois de muito corrermos, íamos beber a água fresca de uma bilha, normalmente por um cocho

Sabem o que é? Um tipo de colher grande em cortiça, que diziam não transmitir doença e mantinha a água à temperatura.

Que regalo sentir a água fresca a correr pela garganta e queixo abaixo.

Por volta das 11 horas/ meia noite, lá íamos todos para casa, onde não havia televisão, pois luz eléctrica era um luxo dos ricos,e não se fechava a porta da rua, ficava na aldraba, pois havia respeito e solidariedade entre os pobres, não deixando todavia de haver roubos e outras malfeitorias, só que agora , é melhor não se falar disso, pois até se consegue ter licença para roubar o pobre. Basta ver o que os Bancos fazem, com os enganos sucessivos, será por descuido? Ou intencional?

Depois, bem depois os homens, sempre eles, lembraram-se de andar a mexer lá pelo “sótão” e o tempo nunca mais foi regular como era até então.

Agora é ir para a praia, quem pode, e levar agasalhos, pois está vento e frio. Agora é Setembro a estar bom, quando está.

Isto está de tal maneira que nem a politica aquece! As renovações é manter o mesmo, isto é, continuar as mesmas pessoas, as mesmas ideias pobres, o mesmo apego ao poder, os mesmos “compadres”, que o muito que se serviram da coisa publica, ainda é pouco.

Vejam-se as listas a começar pelas autárquicas. Onde é que está a renovação, onde estão as ideias e projectos novos de interesse para o Zé Pagode.

Nas Legislativas até lhes dão doenças por serem excluídos, e depois são os filhos, afilhados e compadres, os que podem dar um jeitinho ou prestar um favorzito, que o futuro tem de ser acautelado. È obras e mais obras, não custam nada a fazer, o dinheirinho é do povo, e quando for altura de pagar e manter já lá estão outros, que até podem ser do mesmo partido, que isso não interessa. As mordomias, as indemnizações para reintegração estão garantidas.

Fazer obra é sempre mais fácil e mais barato do que depois manter e pagar.

É necessário e urgente alterar o sistema. É necessário e urgente dar verdadeiras competências e responsabilidade aos órgãos em que se vota. É necessário e urgente ter a coragem politica de rever e alterar a organização administrativa e territorial do País.

Para quê tanta Freguesia, se a maior parte delas nem dinheiro têm para pagar as senhas de presença de reuniões e só servem na maioria das vezes para dizer amem ao chefe, em troca de uns favorzitos.

O número de Freguesias não se justifica, por desnecessário , deveriam sim , ser os serviços camarários a executar os trabalhos nas zonas rurais, tal como já o fazem na prática nas zonas urbanas.

Os Presidentes de Junta são considerados os parentes pobres, desconsiderados nas suas funções, qual pedintes, a quem tudo é prometido e só na altura das eleições se dá “um pratinho de sopa” para matar a “fomita” pois é preciso ter alguém a dar a cara, porque o que conta são os votos e depois, bem depois é para esquecer, que o “meu” já cá canta!

Quais as competências das Assembleias Municipais, para além de serem correias de transmissão do chefe do executivo. Em nossa opinião, que por lá estivemos durante 30 anos, as competências são efectivamente nulas. À que alterar o sistema.

Eleições para uma lista única, em que o cabeça da lista mais votado seria o Presidente do executivo, o qual submeteria à Assembleia, após a sua composição os nomes dos restantes elementos, de entre os eleitos. Tendo os mesmos de ser votados e aprovados. Este seria certamente o método mais transparente e responsável, pois todos sabiam em quem votavam e exigiam responsabilidades.

Por sua vez, a Assembleia teria o direito de fiscalização (real) e aprovação de moções com poderes e consequências efectivas.

O sistema seria a exemplo do que acontece para o Parlamento e para as freguesias. Porque é que terá de ser diferente para o executivo camarário?

Creiam que assim se poupava muito do nosso dinheirinho e reduziam drasticamente os “cambalachos”

Para Setembro há mais!

by José_Fialho_Ferro

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