por José Fialho Ferro
Este mês de Julho vai obrigar-nos a mais uma vez termos de nos referir ao”famigerado”112.
Isso mesmo. O tal número de emergência médica, que de emergência tem o número, ou talvez algo mais em função dos “técnicos” de serviço em atendimento.
Mas a que se deve desta vez outra referência ao C.O.D.U.
Ao mesmo, que um interminável número de cidadãos deste País, se queixam diariamente e que pelos vistos, o autismo de quem decide, muita vez mal, faz com que não dêem ouvidos a quem devem, neste caso os cidadãos e as corporações de Bombeiros, sobretudo de província. Estes é que têm o contacto de proximidade e poderão socorrer com a brevidade que as situações exigem.
Vem isto a propósito com o que se passou com uma nossa colaboradora, que numa destas noites, de domingo para segunda-feira, por volta da meia-note, estando sozinha em casa com sua mãe, (o pai trabalha por turnos) vê a mãe a sentir-se mal e com perdas sucessivas dos sentidos (desmaiar). Liga aflita para o 112, (assim a ensinaram) e sentiu uma das maiores desilusões da sua ainda curta vida.
Quem a atendeu, pergunta-lhe o que a sua mãe tinha, ao que ela respondeu.
Dizem-lhe do outro lado da fria linha telefónica : - Não é caso de vida ou de morte, pelo que deve transportar a sua mãe pelos seus próprios meios ou chamar os bombeiros.!
Como diria o saudoso Fernando Pessa, - e esta hem…….!
–Senhora Ministra da Saúde, por favor trate da saúde a quem tão mal trata quem necessita dos serviços pagos por todos nós e que pelos vistos, só a alguns serve e altere o actual e desadequado funcionamento dos serviços do 112.




