
por Patricia Carvalho
No trabalho, como na vida, existem muitos dias de sacrifício, existem muitos dias maus e alguns que vêem para nos consolar, um pouco melhores, ou porque alcançamos objectivos, ou porque simplesmente estávamos bem-dispostos sem saber apontar uma razão para tal.
Mas, mais perto da partida tudo fica mais claro.
E é por isso que, e dirigindo-me a todos os trabalhadores da Fialho Ferro, gostaria de aproveitar esta ocasião de puro acaso, que faz coincidir o mês da minha partida com o mês de escrever para o nosso boletim, de deixar a minha sincera homenagem.
Mesmo que durante a exigência do dia não nos apercebamos disso, todo o nosso empenho e dedicação têm como objectivo reunir as condições necessárias para que possamos preservar aquilo que mais amamos e por isso, todos os dias valem a pena.
Mas vocês já devem saber disso, só me estava a certificar que não se tinham esquecido.
Se formos a ver, trabalhar nem é um sacrifício, não nos obriga a renunciar àquilo que nos é precioso, trabalhamos por nós e pelos nossos. E tem de ser esta a motivação pela qual as pessoas se organizam e cooperam umas com as outras todos os dias, não pode haver outra, sem que para isso os dias se tornem penosos.
Da minha parte agradeço os sorrisos e a porta aberta.
Agradeço as oportunidades que me deram para mostrar o meu trabalho e para aprender. Aprendi sempre, todos os dias, e por isso sei que valeram a pena.
Vou, na esperança de aprender mais, com a vida, que é ela que nos transforma e que nos dá sabedoria e serenidade.
Vou, à procura da minha serenidade.
Um bem haja a todos e boa sorte.




