Na madrugada do dia 29 de Junho de 2009 necessitei, pela primeira vez na minha ainda curta vida de 23 anos, de um transporte de emergência para socorrer a minha mãe que se encontrava em casa com muitas dores, tendo perdido os sentidos por volta das 23h30.
Liguei para o 112 a pedir uma ambulância pois a minha mãe estava a desmaiar constantemente e sentindo-se muito fraca.
A resposta que obtive foi inacreditável (para não dizer outra coisa) para quem está no desespero de querer socorrer um familiar. Para além de ficar 2/3 minutos em espera (que para quem está aflito é uma eternidade), disseram-me que não consideravam o caso urgente, nem de “vida ou morte”!
Depois de duas únicas questões: “Que idade tem a sua mãe?” e “Como está a sua mãe?” - cuja minha resposta foi “no chão, sempre a desmaiar” - O “Sr. Técnico(?)” sentiu-se capacitado a avaliar o caso como não grave nem urgente! Aconselhou-me a transportar a minha mãe em transporte particular ou, caso não houvesse possibilidade, de pedir uma ambulância aos Bombeiros de Torres Novas!
O “Sr.Técnico (será?!)”, não se preocupou a saber que idade tenho, se me encontrava sozinha…enfim, não fez o minimo esforço para me tentar ajudar, tratando-me com uma frieza que me deixou sem palavras. Por acaso sou maior de idade mas se fosse uma criança?! Que tipo de ajuda o INSTITUTO NACIONAL DE EMERGENCIA MEDICA me tinha dado?! É difícil para mim, cidadã de 23 anos tomar assim consciência do funcionamento do país que me cria. Precisei, pela primeira vez na vida de socorro e, por outras palavras, mandaram desenrascar-me sozinha!
Será que se dissesse que a minha mãe não respirava ou que o coração já não batia, o Sr. Técnico iria considerar o caso urgente ou de “vida ou morte” (palavras do próprio)!? Aí, se calhar e infelizmente, já não seria preciso emergência… Mas se assim é, e se mais alguma vez necessitar (espero que não), aprenderei com o país que me educa, e minto!
Felizmente “desenrasquei-me” e levei, com a ajuda do meu pai(a quem liguei pois trabalha por turnos), a minha mãe até ao Hospital. Já que o socorro (leia-se 112 ou CODU) não considerou importante vir até ela.
Assim funciona o n/Portugal dos “pequeninos”…
Andreia Branco




