por José Fialho Ferro
O ano passado, dizia que Maio é o Mês das rosas e de Maria.
Bom, a verdade é que não nos devemos repetir e a entrega desta crónica já está atrasada.
Também é verdade que não sabia o que iria escrever, pois que nada me ocorria.
Todavia, ocorreu-me o conhecimento de situação que infelizmente parte da população sofre e que é recorrente, pese embora as sucessivas denuncias , que são do nosso conhecimento, por parte de pessoas e entidades que sofrem a angustia de se sentirem impotentes para alterar o actual estado do sistema, que certamente só serve a alguns, com interesses que não são públicos, desvirtuando o interesse do bem comum.
Referimo-nos ao C.O.D.U.. Sabem o que é? Centro de Orientação de Doentes Urgentes.?!
Pois fiquem todos a saber que é o 112.
Isso mesmo! O 112 . O numero da emergência médica que devia servir as urgências.
Coitado do cidadão que tem de recorrer a esta “coisa”. Para além de ter de se repetir “ene” vezes, a um qualquer “atendedor”, que na maioria dos casos não sabe avaliar o que se diz, nem identifica os locais que lhe são mencionados, freguesia, concelho, estado do doente ou sinistrado, idade, etc, etc, etc, desde que não sejam indicados todos os elementos que perguntam e que na maioria das vezes, se não todas, o cidadão que faz o telefonema não está preparado emocionalmente, ou por desconhecimento, para prestar as informações solicitadas, aí bem pode morrer o necessitado, que a culpa ficará solteira. Virá logo um qualquer iluminado dizer que não é como passou para o conhecimento publico, que houve um erro de avaliação, blá-blá-blá, etc e tal e quem se “lixa” é sempre o mesmo O ZÉ.!
Cidadão como eu, não cala! Já me tocou por falecimento de familiar próximo e dias atrás a situação quase se poderia repetir.
Para quem sobra normalmente?
Para os Bombeiros pois então, que estes rapazes é que dão a cara (e o corpo na maioria das vezes) ao cidadão exaltado, pelo desprezo com que se vê tratado, ou melhor, maltratado.
Concidadãos, se não querem que convosco ou familiares, estas situações se dêm, sugiro-vos, que fixem o numero, ou números de telefone dos BOMBEIROS da vossa área, pois que esses,
mesmo com defeitos que todos temos, são SOLIDÁRIOS e socorrem prontos.
Gostaríamos que este estado de coisas fosse alterado no País que dizem ser de todos nós, mas que infelizmente só serve uma certa camada dos seus filhos, os tais que se consideram de 1ª.
Esquecendo que todos, mas mesmo todos é que podemos fazer de Portugal um País melhor.




