A Esclerose Múltipla (EM) afecta mais de um milhão de pessoas em todo o mundo. Os estudos epidemiológicos apontam para a existência de 450.000 pessoas com Esclerose Múltipla só na Europa, sendo a incidência maior nos países nórdicos. Estima-se que o número de doentes em Portugal seja da ordem dos 5000.O que é a Esclerose Múltipla?A Esclerose Múltipla é uma doença inflamatória crónica, desmielinizante e degenerativa, do sistema nervoso central que interfere com a capacidade do mesmo em controlar funções como a visão, a locomoção, e o equilíbrio, entre outras. Denomina-se Esclerose pelo facto de, em resultado da doença, se formar um tecido parecido com uma cicatriz, que endurece, formando uma placa em algumas áreas do cérebro e medula espinal. Denomina-se Múltipla, porque várias áreas dispersas do cérebro e medula espinal são afectadas. Os sintomas podem ser leves ou severos, e aparecem e desaparecem, total ou parcialmente, de maneira imprevisível. É desmielinizante porque há caracteristicamente lesão das bainhas de mielina que envolvem as fibras nervosas, como se refere adiante. É degenerativa porque surge também lesão da própria fibra nervosa, por vezes irreversível.
by Hélder_Rodrigues





22 de Abril, 2009 às 12:58
A propósito da Esclerose Múltipla, gostava de partilhar convosco uma situação lamentável que está a acontecer na região de Leiria e que está a prejudicar 45 doentes com esta doença e poderá vir a atingir muitos mais.
Na semana passada, a Administração do Hospital de Santo André EPE retirou da farmácia hospitalar o medicamento que os pacientes utilizavam há já mais de uma década, substituindo-o por outra terapêutica. Os médicos continuam a prescrever o tratamento habitual, mas os farmacêuticos ignoram as receitas e trocam o medicamento sem que o doente nada possa fazer.
Indignados, alguns desses doentes manifestaram-se frente à porta do Hospital exigindo respostas da Administração do estabelecimento sobre a retirada abrupta do medicamento. O hospital na altura prometeu aos doentes que o medicamento utilizado até então seria reposto na farmácia mas até agora nada mudou.
Esta é uma doença crónica, com a qual não é nada fácil lidar, que afecta não apenas os doentes, mas familiares, amigos e sociedade, de uma forma geral.
Agora é Leiria mas daqui a algum tempo poderá ser outra cidade e outros doentes a terem a sua qualidade de vida prejudicada…
23 de Abril, 2009 às 21:50
A questão fundamental não é só a mudança abrupta do medicamento, mas acima de tudo, a forma muito mais complicada de preparar que o novo medicamento exige.
E pelas caracteristicas da patologia em causa, pelas incapacidades que alguns portadores apresentam, a preparação do novo medicamento vai tornar os doentes muito mais dependentes de outrém. A autonomia que a preparação do anterior medicamento permitia, ficou seriamente comprometida com o que a farmácia hospitalar passou a fornecer.
24 de Abril, 2009 às 2:29
A questão fundamental não é só a mudança abrupta do medicamento, mas acima de tudo, a forma muito mais complicada de preparar que o novo medicamento exige.
E pelas caracteristicas da patologia em causa, pelas incapacidades que alguns portadores apresentam, a preparação do novo medicamento vai tornar os doentes muito mais dependentes de outrém. A autonomia que a preparação do anterior medicamento permitia, ficou seriamente comprometida com o que a farmácia hospitalar passou a fornecer.